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Papo de Fé



Por Zanah Rios


Oláaaaaaaaaaa !!!!! Vixxxxxxxxxe! Que o natal está às portas, parece que o ano voou né verdade?! Dia desses era janeiro, dá só uma espiada no calendário! Menino (a) hoje 19 de novembro de 2009 levei o maior susto quando fui almoçar ali no calçadão da João Pessoa, e vi lojas vendendo enfeites natalinos, Guirlandas, velas de papai Noel, pisca-piscas , entre outros. Os sons das velhas músicas apelativas já começaram a preencher os ambientes por onde passamos. Fiquei surpresa e meio que atordoada, primeiro, por atinar que finda mais um ano no nosso calendário, segundo, por perceber que desde agora o comércio já inicia sua tática sistemática de indução ao consumismo, próprio desta época, numa cantiga indefectível de , é natal!!! compremmmm! Compremmm! Atiçando a clientela, através da propaganda luminosa repleta de frases simbólicas sobre amizade, fraternidade etc. Havia grupos de rapazes e moças espalhados estrategicamente oferecendo cartões de créditos aos transeuntes - eu era um deles, diga-se de passagem- diziam que os cartões oferecidos pelas diversas lojas eram “grátis". (rsrsrs) Que coisa interessante pra se pensar! Que estratégia! O canto da Serpente que induziu a pobre Eva a morder o fruto proibido. E o pior é que assim como a coitada da Eva, muitos acabam seduzidos pelo poder ilusório de sentirem-se como Deuses onipotentes, danam-se a fazer os tais cartões grátis e depois de comerem o fruto, é que se percebem nus com a mão das financeiras nos seus bolsos. Do paraíso ao inferno das cobranças recheadas de juros a longo prazo não demora muito, assim como foi com a Eva que além de tudo arrastou o coitado do Adão para além fronteiras do Éden. Penso que o Adão deve ter ficado pau da vida com ela! Eu ficaria! Possivelmente esse romance deve ter tido alguns percalços a partir daí. O imagino olhando pra Eva depois de um dia inteiro de labuta, com aquele ar de, ahh! Infeliz! Por tua causa estou tendo que suar muito! Se não fosse por você ainda estaria lá, na sombra e água fresca! Rsrsrs, em resposta, Eva se faz de desentendida, que não é besta de perder seu sustento né! Por certo este casamento nunca mais foi o mesmo. Se vocês lembram da história destes personagens, sabem que vieram os filhos, um acaba matando o outro por pura inveja, enfim, uma família que tinha tudo pra dar certo, se esfacela num acúmulo de dívidas morais e criminosas, por ter dado ouvidos a uma serpentezinha sem vergonha! Daí me vem àquela pergunta! Onde está Jesus em tudo isto?! È estou falando daquele menino que nasceu numa gruta em Belém?! Aquele que certamente não tinha pais cheios de cartões de créditos?! Já imaginaram José entrando numa daquelas hospedarias, tendo que parcelar a prestação do parto de Nossa Senhora?! Nem combina né! Cara! Estou falando do Verbo de Deus encarnado! Estou falando do Amor! Da Misericórdia! Da Fraternidade! Da Esperança! Estou falando daquele que poderia ter nascido num palácio, entretanto, apesar de sua onipotência, deixou ao encargo dos homens a decisão da acolhida! E já aí podemos tirar uma grande lição! Percebam que José foi a todas as hospedarias de Belém, pedindo alojamento para si e sua esposa prestes a dar a Luz, e encontra na frieza do coração humano o descaso e desrespeito. Um fato curioso é que Belém significa casa do pão, e Jesus o pão vivo que desceu dos céus, não teve vez, foi rejeitado, relegado a uma manjedoura, um berço provavelmente feito de palha. Reza à lenda, que esta gruta era um a espécie de curral nas cercanias da cidade, onde certo criador guardava sua vaca, ele ralhou com José quando o viu ali ,alojado com sua familia. Bem, José, homem pacífico quis sair, mas, a tal vaca estava na entrada do dito curral e não se movia. O seu dono então começou a surrar a pobre até sangrá-la, entretanto, ela continuava imóvel, depois de várias tentativas e já suado e cansado, o homem desistiu e disse a José que ele podia ficar com uma condição, que pagasse o aluguel da vaca. Feito o acerto este foi embora. Bem, depois disso a vaca se moveu deixando José passar. Imaginem que Jesus foi preterito mais uma vez. E que vaquinha interessante esta, que serve de sinal para nós! Fica imóvel, devotando respeito enquanto seu dono, colérico, demonstra numa atitude cegamente egoísta a falta de cordialidade e de misericórdia. Quantas vezes somos acometidos pelo mesmo sentimento por não nos darmos conta daquilo que é essencial?! Saímos por aí batendo nas nossas vaquinhas de presépio por não conseguirmos de imediato o que queremos sem nos darmos conta das setas que nos apontam para continuarmos acreditando que um ato de generosidade pode fazer a diferença. Nesta sociedade secularizada, onde os valores éticos e morais são relativizadas, substituindo a decência pelo vil metal frio que congela cada vez mais o coração humano, perdemos mais que a paciência com o outro, perdemos a paz e a esperança, restando-nos o vazio que nos ressaca e nos relega a condição de marionetes conduzidos pelo sibilar das serpentes. Perdemos a capacidade de nos enxergar como seres humanos, imagem e semelhança de Deus, esta imagem foi revelada pela face deste menino que nos convida a um olhar mais comprometido conosco e com o outro, isto está implícito na frase proferida pelos anjos que cantam, "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".Há quem anuncie um Deus que ao criar o mundo nos virou as costas. Há quem diga que Deus morreu! Enfim, deixo ao encargo de vocês esta descoberta. Eu por mim, acredito firmemente na presença viva de Nosso Senhor, acredito que o amor se fez carne e habitou entre nós para que, através desta família de Nazaré cuja estrela de Belém nos aponta, seja modelo de paz e concórdia, nesta neblina cegante e caótica repleta de informações advindas de sons e imagens intencionalmente indutivas. Acredito no amor! E na nobreza de quem o sente não importando quão ridículos podemos ser. O amor que às vezes nos faz pequenos, também nos engrandece, ele nunca se deixa engessar por conceitos ou preconceitos, isto se perde na discurssão que provoca a evolução dos entendimentos. O amor não envelhece, não obedece ao tempo. Certa vez, uma cidade parou para ver o amor chegar numa estação de trem, fizeram faixas, contrataram uma banda, as autoridades estavam todas reunidas, o povo com bandeirinhas coloridas - estavam ensaiados para acenar à sua chegada - Como o esperado, o trem parou na estação. O amor desceu, passou pelas autoridades que estavam impacientes, o amor sorriu pra eles... Eles não o reconheceram. O amor foi adiante, passou no meio do povo, olhou um por um, eles não o reconheceram. Até foram simpáticos! Alguns tinham um sorriso amarelo no rosto, fruto do cansaço da espera. O amor percorreu toda cidade, e por fim, voltou à estação e subiu no trem que logo foi embora. Todos que o esperavam em suas vestes de festa, continuaram ali sem entender. Frustrados, voltaram pra suas casas. E até hoje o esperam chegar. Se não dermos chances às solicitudes desse amor que vem ao nosso encontro, e que nos abre um sorriso menino, querendo apenas ser reconhecido, estaremos fadados às eternas frustrações de uma espera pela vinda do Messias salvador das nossas dívidas financeiras. Segundo Antoine de Saint Exupéry "O essencial é invisível aos olhos. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência".

Bem, este nosso papo está bom, mas tenho que ir. Espero que você nos acrescente com tua crítica. E se você tem algum texto produzido e quer postar-lo, é só entrar em contato conosco pelo email zannnah@hotmail.com. Estamos te esperando .


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