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Mundo Otaku Apresenta:ANIMÊ E MANGÁ


















Por Bob D

Eiitááááá!!!Alô você que chega agora, que vinha passando e derrepente: TANTANTAN TAAAN!Deparou-se com o Bob Quest!Pra quem ainda não nos conhece, o Bob Quest é um espaço de discussão e integração da cultura pop a regional, mas diferente de outros blogs nós não transformamos essa discussão em sinônimo de chatice (que só aquele povinho que faz propaganda pra o ministério da educação, pra escola ou pra o governo sabem fazer).
Essa é a estréia da coluna"Mundo Otaku".Um espaço reservado aos fenômenos da cultura pop japonesa. Hoje faremos um passeio introdutório (QUÉ’ISSO!!!Sem sacanagem, seus mentes sujas!) No mundo do animê e do mangá. Espero que seja informativo, mas principalmente divertido.Então, BOOOORÁÁÁÁÁ!XICÃOOOO!!!

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Bem pra entendermos melhor as características tão únicas da cultura pop japonesa, primeiro precisamos entender um pouco da história do seu nascimento, e de como era o Japão nessa época.
Com o fim da segunda guerra mundial (e com a derrota do Japão) o grande “império do sol” foi ferido ferozmente, tanto materialmente quanto moralmente. A destruição de várias cidades (incluído Hiroshima e Nagazaki, atingidas pela bomba atômica) levaria consigo a ruína também das formas de entretenimento da época, a exemplo dos cinemas.
Diante das adversidades o Japão começa a se reerguer e com isso formas de entretenimento mais baratas ganham um maior espaço no pós-guerra. É o estopim ao nascimento do mangá: As historias em quadrinho japonesas.
A cultura das nações aliadas, vencedoras da guerra(principalmente os Estados Unidos) era agora imposta no Japão.
O artista mais influente da história dos mangás foi Osamu Tezuka, também conhecido “Deus do mangá”. Tezuka foi o responsável, tanto pela popularização, quanto pelo desenvolvimento e criação das características primordiais dos quadrinhos japoneses, tanto em forma de narrativa, quanto de design dos cenários e personagens no mangá. Suas principais influências foram os quadrinhos, a animação e o cinema norte-americanos, acentuando-se os primeiros trabalhos de Walt Disney (Mickey mouse) e Max Fleisher (Popeye).
Tesuka condensou em seus personagens características que logo seriam seguidas por outros artistas, arrastando-se até os nossos dias. Seu design inovador tinha por essência, personagens de olhos grandes, cabelos espetados e coloridos bastante estilizados. A formatação das páginas incluía muitos quadros em ângulos de visão cinematográficos pra dar idéia de movimento, sempre acompanhados de um número abusivo de onomatopéias. Na questão roteirística condensou e adaptou o estilos populares na época, como o de super heróis, trouxe características a certos personagens do tradicional teatro Kabuki, com personagens andrógenos, envoltos em crises existênciais, além de abordar os mais variados temas, desde a ficção científica a assuntos históricos,como a segunda guerra em seu “Hitler” ou sua versão do clássico do cinema expressionista alemão:“Metrópoles”.
O mangá era uma saída viável ao entretenimento pela comodidade e pelo seu baixo custo, fabricado tradicionalmente em papel jornal.
Entre os maiores sucessos de Tezuka podemos citar:Tetsuwan Atom(1952-68), conhecido no Brasil como Astroboy, sendo sua versão em animação, o primeiro animê (desenho animado japonês) a desembarcar no ocidente. Jungle Taitei(1950-54), conhecido no Brasil como Kimba, o leão branco (primeiro anime transmitido em cores) e Ribbon no Kishi(1953-56), aqui chamado de “A Princesa e o cavaleiro”.
O grande mestre esteve no Brasil em 1984, chegando a conhecer Mauricio de Souza (outro dos grandes nomes das HQs, principalmente pelo seu trabalho com “A turma da Mônica”) que pediu conselhos a Tezuka, a cerca dos rumos dos quadrinhos e o que fazer pra sobreviver nos novos tempos. Sabem qual foi a resposta de Osamu Tezuka? Ele disse que Mauricio não deveria mexer em nada, que não mudasse em nome de modismos, mas que se adequasse as mudanças. Quem imaginaria que mais de vinte anos depois seria justamente a transformação da turma da Mônica em mangá que traria os personagens mais famosos do Brasil a tona novamente, depois de um período de baixas, sendo hoje (pasmem) o mangá mais vendido do mundo, com vendas que superam até as japonesas em alguns critérios.

Mangá

Como já falamos (se você leu o que eu disse aí em cima?!) os mangás são as histórias em quadrinho japonesas e elas dispõem de particularidades que as diferenciam dos quadrinhos ocidentais. Uma das mais marcantes são os olhos grandes. O quê, olhos grandes?! Mas, no Japão?! É isso mesmo!
Na verdade, o que para nós ocidentais pode causar estranheza, pros japoneses é totalmente normal. Acontece que os japoneses são historicamente um país que assimila a cultura derivada de outras povos afim de melhorias, sem que com isso percam sua identidade. A exemplo disso, basta você ver uma foto de Tókio onde no meio de uma cidade moderna, tomada pela tecnologia, existem vários templos budistas de séculos atrás convivendo em harmonia com a modernidade.
Assim, quando Tezuka adaptou certas características das diversas fontes já citadas aqui ao mangá, uma das mais marcantes foram por exemplo os olhos grandes, ao perceber que com isso os personagens ganhavam uma profunda acentuação das expressões faciais, dos sentimentos que ele queria passar em cada quadro. É como se a crença popular: “Os olhos são a janela da alma”, fosse levada totalmente em consideração.
Entre os artistas atuais profundamente influenciados pela obra de Tezuka podemos citar: Akira Toriyama de “Dragon Ball” e Hayao Miyazaki criador do vencedor do Oscar de melhor animação: “A Viagem de Chihiro”, no entanto podemos dizer sem medo que não existe um único artista, um único ''mangaka'' (autor de mangá) no Japão, que não tenha sido direta ou indiretamente influenciado por Osamu.


Animê

No Japão tanto animação em série quanto a em longa-metragem, comumente migram das suas versões em mangá a estas, obviamente com destaque as de maior sucesso comercial já em suas versões quadrinizadas. Elas podem assim manter (o que acontece mais freqüentemente) ou não, características tanto de design de cenário e personagen, quanto de roteiro. Geralmente os mangás funcionam como verdadeiros storyboard’s das séries ou longas, mantendo inclusive ângulos de câmera. Foi o que aconteceu por exemplo, com a maior parte dos episódios de Dragon Ball, onde o animê é simplesmente uma versão animada do mangá.
No Japão os mangás e os animes alcançam a maior parte da população. Eles fazem parte da cultura do Japão, alcançando o mesmo espaço e popularidade que os jornais, livros e revistas. É totalmente comum, corriqueiro, vermos senhoras e senhores de meia idade lendo mangás em casa ou no metrô ao lado de crianças e adolescentes também com seus mangás. Não existe o conceito (que aqui brevemente será discutido) de que quadrinhos e desenhos animados são “coisa de criança”.
Parte dessa popularidade é devido à forma segmentada como o mangá e o animê são distribuídos. Existem histórias feitas especificamente para garotos, (classificação conhecida como mangá Shounen), para garotas (Shoujo), para adultos (genkigá) e até pornográficos (hentai), além de muitas outras segmentações como pra donas de casa, etc.
Bem pessoal, por hoje é só!Na próxima postagem continuaremos falando da cultura do animê e do mangá, além de abordamos também os Cosplay, os games etc. Espero que este post tenha trazido algumas boas informações pra vocês. Até mais!

Este post é uma homenagem a todas as revistas de informação que acentavam-se na discursão e noticiavam sobre as várias vertentes da cultura pop japonesa (animê e mangá principalmente), que permeavam o Brasil nos anos noventa e dois mil. Elas não só foram base pra produção deste post como foram bastante influentes ao meu gosto pelo assunto. A seguir uma lista das minhas preferidas e mais requisitadas. A todos o meu muito obrigado!DÔMO ARIGATÕ GOZAIMASU!!!
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Da Editora Escala: Revista Anime DO; Revista Comix Book Shop Magazine; Revista Desenhe e publique Mangá; Revista Ultra Jovem; Revista Herói.com.br; Curso completo de mangá; Revista Anime Mix; Dicionário Animê DO; Revista Art Book;Quia de referências de Anime e Mangá;
Da Editora Trama:Revista Anime Ex;
Da Editora Press: Revista Herois do Futuro;
Da editora JBC: Revista Henshin



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