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Que saudades... DE COLECIONAR FIGURINHAS, JOGAR BOLA NA RUA, PIROCÓPTERO, BALAS ZUNG!













Por Bob D



Eiiiitáááááááááááááá!!!!Alô você, que mora longe, que mora perto, que esta a metros de distância e mesmo assim insiste em falar pelo MSN. Você esta no Bob Quest!!! Bem vindo a este que é um dos últimos fôlegos de livre discussão, um dos poucos que ainda dispomos. O Bob Quest é diferente dos outros blogs, justamente por ser mais que um espaço de discussão da cultura pop. Ele é um espaço de integração da cultura popular, regional. Ele tem a pretensão, não de supervalorizar a cultura pop ou a popular, mas integrá-las e promovendo a idéia de que não existe uma diferenciação de maior ou menor valor entre elas.
Este Post (que saudades...) é, assim como todos os outros no Bob Quest, um Post móvel e regular.Portanto regularmente haverão mais postagens com o titulo inicial “Que Saudades...”. Então chega de conversa e let's go!!!


Aaaah!Aaaah!Ainda lembro aqueles dias. Lembro da minha infância, minha adolescência. Como tudo mudou!Como mudou!A década de noventa foi sem dúvida uma época maravilhosa para se viver.Não havia internet , nem supercomputadores, Orkut, MSN, Twiter, jogos on-line, downloads rápidos, sejam eles de arquivos de áudio, filmes, animes, séries, nada disso, mas quer saber?!...Era legal pra Caramba!!!
Sim, sim!Não tinha esse negocio de blog também e eu não desmereço a tecnologia e o acesso que temos hoje, ao contrario eu acho maravilhosas essas comodidades que a modernidade nos trazem, mas é que eu também sou um saudosista.Um cara dos anos oitenta.Um fã de Rambo, da velha guarda (mas não sou tão velho assim!! {risos...}).
Acontece que antigamente existia de fato, uma aproximação maior com o outro, o próximo, o semelhante. Se brincava mais na rua, se interagia com o outro de forma real, não virtual.Isso é fato!
Hoje não dá pra ter certeza de que aquela pessoa que fala com você no MSN existe mesmo. Tá bom que as pessoas que a gente achar conhecer intimamente, podem não ser(e na maioria das vezes não são) o que dizem, mas o fato é que criamos uma cultura (mesmo antes da internet), que exalta a ilusão, que uma centena de quadradinhos com fotos numeradas, organizadas num espaço virtual auto-proclamados "amigos" ( Orkut,My Space, seguidores no Twiter), pode medir seu grau de popularidade, de aproximação com o outro.O que adianta ter vinte mil amigos no Orkut se eles não estão nem aí pra você , nem sabem que você existe?!
Morro de saudades daquele tempo, em que aqui na minha cidade, meu estado, chegavam álbuns de figurinhas de procedência duvidosa, em outras palavras "piratas".
Eram inicialmente feitos de um papel jornal dos mais vagabundos, amarelados, fininhos.”Era a sensação"!Sempre viam com blocos numerados pra montagem da coleção de figurinhas, com promoções a supostos prêmios, caso fossem completados, preenchidos os espaços.
Eu nunca consegui completar nada!Reza a lenda, que sempre tinham uns puta sortudos que conseguiam ganhar os prêmios, juntando figurinhas e completando os blocos do álbum. Eu particularmente não conheço nenhum deles, nem acredito que tenham existido.
Os álbuns podiam ser considerados piratas por que sempre vinham com temas populares na época entre as crianças, que iam de Xuxa a desenhos da TV, novelas, futebol e filmes, sem obviamente nenhuma autorização das produtoras destes.
Lembro ainda que isso era um negocio tão lucrativo que os álbuns eram distribuídos de graça pra incentivar as coleções.Claro, sempre tinha um puto dono de botequim ou banca de revista que cobrava pelos álbuns.
Ainda rolavam aquelas falcatruas de sempre. Sempre viam figurinha repetidas nos pacotes e a gente tinha que achar alguém que precisasse da que você tinha e que quisesse trocar por uma que você não tivesse.Sempre tinha uma ou outra figurinha que nunca aparecia.
Nessa mesma onda de álbuns de figurinhas, tenho que falar de um em especial. Na verdade não se trata realmente de um álbum e sim um pôster onde havia um espaço pra colar figurinhas.O Álbum-pôster dos cavaleiros do zodíaco das balas Zung.
Só quem viveu os anos noventa, só quem viveu a época dos cavaleiros do zodíaco, sabe da força da repopularização dos animes no Brasil, sabe do que eu estou falando. Era fantástico!Essa é a palavra: FANTÁSTICO!!
Como uma coisa tão simples como uma folha de papel couchê ornamentada por heróis japoneses, pode se tornar algum tão precioso, tão importante?!!Simples!Por que quando a gente é criança, quando a gente tem um espírito jovial, coisas simples emanam uma magia, uma força que vai além da própria simplicidade.Só as pessoas mais sensíveis(diante de um mundo machista que elimina a sensibilidade por considerá-la uma fraqueza) podem realmente sentir o que eu sentia, o que nós crianças sentíamos na época.Mesmo eu sendo uma criança humilde de um bairro periférico, mesmo não tendo uma casa enorme num bairro chique, mesmo na época não tendo assistido um único episódio dos cavaleiros do zodíaco, sendo este conhecido apenas por relatos de boca a boca , pelos meus amigos com acesso a antena parabólica, já que a manchete, único canal que transmitia o desenho, não existia como "canal aberto" em meu estado.
Era engraçado!Aqui na minha cidade, o álbum era extremamente popular, no entanto quase nenhuma das crianças que o colecionavam, tinham visto realmente o tema do álbum e mesmo assim o adoravam e falavam sempre nele, chegando a brincar, criar histórias em torno de um universo de cavaleiros do zodíaco que imaginávamos com base no que dizia quem realmente (ou não) o assistia. {risos...}. Confesso que a primeira vez que vi cavaleiros do zodíaco, eu me decepcionei muito. Na minha mente o anime era muito melhor.{risos...}.
Era costume comprar a bala, pegar a figurinha, colar no álbum e jogar a bala fora (o doce). A bala era o que menos importava, tanto que quando CDZ parou de passar, o álbum e a bala sumiram, pararam de ser fabricadas. Com razão, a bala era azeda, o gosto não era muito bom e rolava um boato entre a garotada, que ela chegava ,por sua acidez a corroer a boca{risos...}.
Aaaah!Ainda lembro que regularmente ressurgia uma das febres dos anos noventa, que era anunciada por uma chamada na TV (ao longo dos anos noventa, sempre a mesma chamada), diga-se de passagem, extremamente tosca, com direito a garoto gordinho com chapéu de aviador da segunda guerra: O pirocóptero.
O pirocóptero consistia de um pirulito comum, com o diferencial que era uma mini-hélice, que podia ser acoplada no palito que sobrava após chupar (ou jogar fora) o pirulito e ao girada essa geringonça alçava pequenos vôos.
O fato é que pra gente aquilo não era só uma merda de um brinquedinho fuleiro. Era um helicóptero de guerra americano à la Rambo.{risos...}
Obviamente o pirulito era o que menos importava. O que queríamos era o pirocóptero que sempre teimava em perdesse nos lugares mais inapropriados, como telhados ou casas alheias.
Os fabricantes espertamente sempre optavam por tirar do mercado e relançar o seu produto em períodos estratégicos, como nas férias, claro sempre anunciando a volta do seu produto com a maravilhosa propaganda: "Já chegou o pirocóptero!". E lá estava denovo o gordinho aviador. {risos...}
Jogar bola na rua hoje, tanto pelo crescimento populacional, quanto pelo crescimento do tráfego é verdadeiramente um luxo. Eu venho de uma época onde isso ainda era possível, mas que já vinha caminhando rapidamente ao seu fim.
Lembro como hoje!Juntávamos quatro pedrinhas (às vezes não tão pequenas) e fazíamos dos gools, sempre com pequenas interrupções pelo trânsito de pessoas ou veículos num asfalto não muito apropriado (lê-se: Rua com gente e carro passando mais asfalto quebrado).
Geralmente a brincadeira somente acabava quando ficávamos cansados, a bola furava ou caia na casa de algum vizinho resmungão (lê-se não consegui pular o muro pra pegar devolta), ou devido a alguma discussão sem-sentido, tipo: "Isso não vale", "você tá roubando" ou "eu sou melhor que você"!
Essa sem dúvida estava no rol das brincadeiras mais populares, afinal somos o país do futebol (será?).
Aconteciam às vezes fatos não muito atípicos. Era comuns as discussões, os embates com os vizinhos que detestavam em sua maioria a brincadeira, por ficarem incomodados, por terem seus portões atingidos e danificados, terem as telhas de suas casas quebradas,ou por serem alvejados as vezes por "bolas viajantes voadoras".No entanto o caso mais assustador que presenciei foi quando soube, em uma viagem ao interior, pelo meu primo, que o prefeito vigente naquela cidadezinha em questão, proibia que jogassem bola na rua.O que aconteceu foi que horas mais tarde após iniciarmos uma partida, o cidadão apareceu de carro, viu que jogávamos, parou e exigiu que entregássemos a bola.Isso aconteceu( repito) em pleno os anos noventa, aplaudido pelos velhinhos e velhinhas presentes. Depois dizem que existe liberdade nesse país!Bom, essa discussão fica pra próxima.
Bem amigos, por hoje é só!Espero que tenham gostado. O espaço de comentários abaixo é de vocês!Comentem, contem suas experiências, o que for!Espero vocês na próxima. Fuiiiiiiii!!!

Wellcome... Well num come ninguém não!!!

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